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Quarta-feira, 13 de Maio de 2026
SEM DOR, SEM GANHO

Bruno Santos

SEM DOR, SEM GANHO

O futebol está sem tempo e chato na essência.

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Infelizmente não é mais um debate, é uma realidade nos gramados pelo mundo.
O treinador, por diversos motivos, virou “gambiarra” de um time. Foi transformado em ponte para outro
É cada vez mais humanamente impossível comandar um time por mais de um ano. Todos os problemas de um clube agarram na figura do treinador, já que é o elo mais fraco
Tendo a certeza de que, se balançar, ele cai, grande parte da pressão recai sobre ele. Como o externo clama por um movimento, a peça mais fácil de mexer é o treinador
Se tornou comum pensar o planejamento já considerando o “prazo de validade” de um treinador. O projeto para alcançar um objetivo passará, inevitavelmente, pelas mãos de 5 ou 6 treinadores
A preocupação não é mais com a contratação do técnico, mas em quem estará disponível quando ele cair. O time que conseguir as melhores janelas de oportunidade entre um e outro técnico vai ter seu “trabalho” premiado
O pensamento de manutenção nem passa pela cabeça, mas sim a busca por alguém que pode emendar o trabalho que eu darei fim daqui a 4 meses
O rebaixamento ou o título caem nas mãos de apenas um, enquanto os outros servem de degrau para tal feito
De reels em reels, o criador acha seu vídeo viral. Sem ter em mente o que o levou até esses números, repete o ciclo sem nenhuma reflexão para encontrar outro. Não vai muito diferente no futebol.

Já do outro lado da mesa, quando o dirigente é honesto, queremos também o sangue do “inocente”

É uma pena que o futebol goste mais de vender personagens do que pessoas
Prefere caricaturas ao que é real
É muito mais rentável tentar extrair o pior das pessoas do que transmitir o melhor de cada um
Nessa conta, geralmente quem tem caráter “sai perdendo”, e quem não tem ganha força.
De uma reflexão que poderia ser utilizada para fomentar um grande debate sobre a diferença de estar dentro e fora de campo, usaram como gasolina para ironizar, debochar e descredibilizar o Pedrinho atualmente presidente do Vasco da Gama.
Mudar ou fazer ajustes numa visão não significa corromper a essência. Pedrinho não roubou, não prometeu algo a alguém e fez outra coisa ou utilizou da sua posição para destruir alguém ou algo, apenas foi honesto e relatou o que a experiência como presidente vem o ensinando.
E o que sustenta esse caráter do Pedrinho é justamente a postura que tinha enquanto comentarista. Comentava do tema mais simples ao mais delicado, mas em nenhum momento usava da cadeira para condenar A ou B.
Essa injustiça acontece com vários, mas esse exemplo em questão incomoda á todos que gostam do esporte. Saber o que faz essa máquina girar desanima, enfim somos todos vítimas e acusadores desse jogo, queríamos mudar o mundo e o pioramos.

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FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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Sou um cara amigo dos meus amigos, intenso e objetivo em tudo que me proponho a fazer, dizem que sou engraçado, mas apenas vejo graça em tudo! Afinal de contas, rir tb é um ato de resistência.

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