A CPTM confirmou oficialmente nesta segunda-feira (18) a desativação do Serviço 710, que opera desde 2021. A partir da próxima semana, os usuários das Linhas 7–Rubi (de Luz a Jundiaí) e 10–Diamante (de Rio Grande da Serra ao Brás) não poderão mais fazer a travessia completa do trecho sem trocar de trem. A mudança exige que os passageiros com destino à Linha 7 desembarquem na Estação Barra Funda e realizem um transbordo para continuar a viagem, e vice-versa.
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O Serviço 710 era conhecido por sua praticidade, conectando 31 estações em um percurso direto que passava pelo centro da capital. A principal vantagem, destacada por muitos usuários, era a possibilidade de percorrer longas distâncias, estimadas em pouco mais de duas horas, sem a necessidade de baldeação.
A decisão de encerrar o serviço está diretamente ligada ao processo de privatização da Linha 7–Rubi, concedida ao setor privado em maio e com previsão de assumir as operações em novembro. Como parte do contrato de concessão, o governo do estado, sob a administração do governador Tarcísio de Freitas, assumiu o compromisso de extinguir o serviço integrado até o final de agosto.
Impacto nos Passageiros e Eficiência Operacional
Uma pesquisa encomendada pela própria CPTM indica que aproximadamente 30% dos usuários das duas linhas se beneficiavam diretamente do Serviço 710. O estudo também apontou que os passageiros valorizavam a facilidade de conexão com o metrô e outras linhas de trem, além da significativa redução no tempo total de deslocamento.
Por outro lado, a separação das linhas é apresentada pela administração como uma medida para otimizar a operação de cada malha de forma independente, especialmente com a entrada de um novo operador privado na Linha 7. A expectativa oficial é que a gestão separada garanta maior controle, previsibilidade e, consequentemente, confiabilidade nos serviços oferecidos individualmente.
Cenário Futuro
A desativação do 710 transfere o ônus do transbordo para o passageiro e deve impactar significativamente o fluxo na Estação Barra Funda, que já é um dos principais e mais movimentados terminais de integração da rede. Agora, um volume adicional de usuários será obrigado a circular pela estação para fazer a baldeação entre as linhas, o que também aumentará a duração total das viagens para quem faz o trajeto integral.
O fim do Serviço 710 marca o encerramento de um capítulo na história do transporte metropolitano de São Paulo, substituindo a conveniência de uma viagem direta por um modelo operacional que prioriza a gestão individual das linhas e atende a um termo contratual do programa de privatizações do estado.

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