Era pra ser a semana que estaríamos discutindo mais um NÃO de Carlo Ancelotti para ser o técnico da Seleção para a Copa do Mundo de 2026, a seleção segue sem técnico mais de um mês após a demissão de Dorival Jr, com uma data FIFA se aproximando, desta vez o nome de Jorge Jesus ganha força nos bastidores, e devemos ter novidades nos próximos dias.
Mas, o suposto vazamento da segunda camisa do Brasil para 2026, de cor vermelha, trouxe a discussão para as redes sociais e programas esportivos na TV.
Algumas pessoas relembraram casos quase centenários, mas especificamente em duas oportunidades: em 1917 e em 1936, ambas as partidas válidas pelo Campeonato Sul-Americano – precursor da Copa América. Nos dois casos, o motivo se deu em função de um conflito do uniforme da seleção brasileira que, até a Copa do Mundo de 1950, tinha o branco como cor principal.
Valem lembrar que em 2023, em amistoso realizado na Espanha, contra Guiné, a seleção brasileira usou uma camisa toda preta em sinal de protesto e em forma de conscientização ao combate contra o racismo, principalmente pelos atos sofridos pelo atacante Vini Jr.
Dito isso, temos visto muito essa alternativa de marketing em clubes pelo mundo a fora, usando sua terceira camisa fugindo de cores tradicionais e buscando temáticas para agradar a torcida e faturar uma bela grana, aqui no Brasil já vimos o Corinthians usar roxo, o São Paulo usar preto, o Santos usar amarelo e o Palmeiras recentemente usar dourado.
Mas quando se fala de seleção, em especial ao "país do futebol", a seleção canarinho, o respeito com a tradição da amarelinha falou mais alto, em qualquer discussão ou enquete a maioria esmagadora rejeitou a possibilidade da camisa vermelha.
Na última terça-feira 29/04, Nike e CBF soltaram notas oficiais sobre o tema, a empresa americana que veste a seleção desde 1997, e recentemente renovou o contrato até 2038, apenas disse "que não comenta boatos", já a CBF, "negou que as imagens sejam da nova coleção de camisas para o Mindoal 2026, e que de acordo com o estatuto da entidade devem ser respeitadas as cores da bandeira, e que a nova coleção ainda está em discussão com a fornecedora".
Mas em 2026, não é apenas ano de Copa do Mundo, também é ano de eleições por aqui, e como a polarização entre direta e esquerda, está muito em alta desde 2018, é pagar pra ver se a fornecedora vai manter o projeto, mesmo com toda repercussão negativa, ou se vamos testemunhar as ruas coloridas de verde e amarelo, ops amarelo e vermelho.
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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