O Valor da Bola, no mundo do futebol moderno, qual time tem dado o devido valor para a pelota?
Thiago Motta, treinador brasileiro, escreveu em sua tese sobre futebol, que o jogo gira em torno daquilo que ele próprio chama de "a ferramenta de trabalho", ou seja, a bola. Ele analisa primeiro o seu aspecto psicológico (partindo da bola como objeto de culto na infância) e depois concentra-se em como ela se torna uma "ferramenta para desenvolver a personalidade do jogador individual e, consequentemente, a da equipa a que pertence". Nas palavras do próprio autor, o ponto de partida é "a bola como objeto, desde as suas origens sentimentais e emocionais ligadas ao conceito puramente recreativo de um jogo infantil", que "se ramifica na ambição de a tornar uma escolha de vida profissional".
Thiago Motta usa o técnico do Leeds, Marcelo Bielsa, e o técnico da seleção alemã, Joachim Löw, como exemplos, "para reiterar os conceitos nos quais acredito firmemente:
• Para jogar de forma dominante, não se deve ter medo da bola;
• Para jogar de forma ofensiva, é preciso querer e conquistar a posse de bola;
• A fase defensiva deve visar a recuperação da bola o mais rápido possível."
“A bola é sempre o foco da minha atenção, porque acredito que quando a equipe se posiciona de forma consistente e homogênea em relação à posição da bola, isso não só reduz automaticamente as opções táticas do adversário, como, sobretudo, aumenta a eficácia tática e física da própria equipe."
No Brasil, poucos times gostam da bola, se escondem atrás de esquemas táticos, se posicionam, jogam fisicamente, correm 13km, mas e a bola? Como que joga sem a bola? Antigamente, um jovem dormia com a sua bola, seu brinquedo favorito era a bola.
A tese de Thiago faz todo sentido, só precisa ser colocada em prática em 90% dos times, que já não gostam mais do objeto essencial do jogo.
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