Futebol é de mentira.
Tiramos conclusões sobre pessoas a partir de personagens e de situações a partir de peças de teatro. Com essa mistura de versões, tentamos montar um quebra cabeça de 1 milhão de peças.
Há o discurso institucional e o discurso real. Às vezes se esbarram, mas bem menos do que deveria ou que gostaríamos.
Essa distância do que acontece atrás das cortinas faz com que quase sempre sejamos pegos de surpresa. O único recorte real que temos para debater e refletir são 90 minutos de jogo e o resto é apenas achismo.
Comentar sobre tomadas de decisão como essa é delicado, pois tudo vira apenas chute.
Quem está de fora geralmente é a criança, que reage, mas sabe pouco ou nada das motivações para aquilo. Limitada pelos pais a saber apenas o que eles acham que ela deve saber, sente mais do que reflete.
Isso serve para todos os lados, em qualquer ambiente, manter uma convivência saudável é difícil
No alto rendimento, com o nível de pressão e cobrança que existe, é ainda mais pesado.
Por mais jogos que tenhamos numa temporada, 90 minutos são apenas um apêndice do processo. A construção do trabalho está nos outros dias da semana,
Não há clube que dê ao treinador o luxo de se preocupar apenas com campo e bola. Tudo que imaginamos (e até o que não imaginamos) acontece no dia a dia do futebol.
Ainda que alguns problemas não sejam de responsabilidade do treinador, é na figura dele que respinga. Principalmente no Brasil, as atribuições de um técnico vão além do que está na cartilha
Mais do que problemas do jogo, contorna problemas de pessoas.
Como não dá para medir, colocar no papel ou até mesmo ver acontecendo, muitos subestimam essa virtude e acabam por tornar caricato algo que seria extremamente bem-conceituado em outros ramos.
Um time no Brasil pode chegar a jogar 70 jogos no ano, o que é bastante, mas não chega perto de 365 dias. Futebol é feito mais no off do que no on!!!
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a de nosso portal.
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