De quedas de balões a lançamento de mísseis e a promessa de terceira guerra mundial -com discurso de paz- junho chegou chegando. Eu só quero as minhas férias. Não na Indonésia, não numa trilha de vulcão. Céus, aflita aqui esperando a garota ser resgatada.
"Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço
Enquanto o caos segue em frente
Com toda calma do mundo".
Gosto de junho, não por suas baixas temperaturas, mas porque ele antecede o recesso escolar de julho; porque é o mês das festas e comilanças de São João; porque eu sempre falo de literatura e faço minhas turmas apresentarem o POEMA QUADRILHA- de Drummond; porque me lembra que após pouco mais de 2 longos meses melancólicos chega a primavera. Que todo ano eu anúncio do jeito mais manjado e clichê possível: "É primavera, te amo!" Em seguida penso que a maioria do meu público atual do Instagram não vai entender a referência.
Li uma reportagem dizendo que dia 20, na chegada desse inverno de 2025, aconteceu o
Solstício de inverno no hemisfério sul e o Solstício de verão no hemisfério norte, que marca essa transição de estações e faz com que ocorra o dia mais curto e noite mais longa do ano. Totalmente irrelevante, sim, mas é que gosto de pesquisar curiosidades, aleatoriedades, sem contar que a palavra solstício ficou martelando na minha cabeça, talvez porque me lembra filmes de terror- que eu amo -tipo MidSommar.
Uma vez li que junho faz alusão a Juno, deusa romana protetora das mulheres, do casamento e da maternidade.
Tudo isso só para negar o fato da minha, da sua inutilidade frente a uma série de guerras e embates por disputa territorial, nacionalismo, questões religiosas. Estamos vivendo ou só esperando, de camarote, ao tão falado apocalipse? Existe solução para o conflito entre Israel e Palestina?
"Não entendo terrorismo, falávamos de amizade"...
Lua Souza
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