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Quarta-feira, 13 de Maio de 2026
Caso Vitória: Justiça de SP determina Júri Popular para acusado de feminicídio em Cajamar

CIMBAJU

Caso Vitória: Justiça de SP determina Júri Popular para acusado de feminicídio em Cajamar

Maicol Sales dos Santos aguarda data para julgamento; defesa contesta legalidade da confissão e afirma inocência do cliente

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A Justiça de São Paulo determinou a realização de Júri Popular para Maicol Sales dos Santos, acusado de ser o autor do homicídio de Vitória Regina de Sousa, uma adolescente de 17 anos, em Cajamar. A data do procedimento judicial ainda não foi estabelecida.

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Vitória Regina de Sousa foi reportada como desaparecida em fevereiro deste ano, após deixar seu local de trabalho. Seu corpo foi localizado, sem vestes e com sinais de lesões por instrumento perfurocortante, em uma região de vegetação densa, aproximadamente uma semana após seu sumiço. Conforme as apurações das autoridades policiais, o motivo do crime estaria associado ao receio do acusado de que a vítima revelasse um envolvimento amoroso extraconjugal para sua esposa.

De acordo com a Polícia Civil, foram identificados vestígios hemáticos compatíveis com o perfil genético da vítima no interior do veículo e na residência do acusado. Em poder da investigação, há um registro em vídeo, capturado nas dependências da delegacia, no qual Maicol admitiu a prática do assassinato. No entanto, a defesa do acusado alega que essa declaração foi extraída sob constrangimento ilegal e requereu à Justiça a desconsideração do suposto depoimento.

O Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia contra Maicol Sales dos Santos no dia 29 de abril, imputando-lhe a autoria dos crimes de sequestro, feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual. A acusação sustenta que o homicídio ocorreu no dia 27 de fevereiro, momento em que a jovem foi supostamente interceptada ao desembarcar do transporte coletivo durante seu trajeto para casa. Em caso de sentença condenatória, a pena somada para os crimes pode chegar a 50 anos de reclusão.

A Promotoria também requereu a instauração de novo inquérito para apurar a possível existência de um cúmplice na ocultação do corpo da vítima. O pedido foi baseado em laudos periciais que atestaram a presença de material genético de um homem não identificado no carro pertencente ao acusado.

Laudos expedidos pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que o sangue coletado na casa e no automóvel de Maicol é da jovem Vitória. O acusado permanece sob custódia desde 8 de março. A defesa, por sua vez, mantém a tese de que seu cliente é inocente e não teve qualquer participação no assassinato.

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