Oi minha amiga, tudo bem por aí?
Você há de concordar comigo que desde que descobrimos que estamos grávidas, cada fase que vivemos é cheia de desafios e quando chegamos em outra, a passada parece que era mais fácil…
(Apesar que privação de sono foi uma das piores… quase difícil de superar…)
Hoje aqui em casa tenho: uma criança de 6 em uma criança de 11 anos (leia-se pré adolescente quase adolescente!)
Ser mãe de uma criança de 6 anos é gostoso demais. Essa fase da infância carrega bastante independência e muita descoberta. As noites de sono já são longas e muitos dentinhos de leite já foram morar com a fada do dente.
Agora ser mãe de adolescente estou descobrindo seus sabores e dissabores.
Quando trabalhava no Senai realizei um curso sobre abordagens de como trabalhar com os adolescentes que estão buscando uma vida profissional. Eu realizaria este treinamento e depois reaplicaria para os meus docentes. Uma frase que ficou marcada e levei em reuniões de pais e com os professores foi: Para conseguir navegar na adolescência do meu aluno (filho) preciso resgatar o adolescente que fui…”
Interessante né?
Como chega essa frase pra você?
Como foi sua adolescência?
Como era as atitude dos seus pais com você?
Qual era a sua tribo?
A primeira dica que deixo para você é: faça as pazes com o adolescente que você foi. Ressignifique essa fase e lembre, com riqueza de detalhes, quais eram suas emoções, atitudes e ações.
Por muitas vezes, ao lidar com os nossos filhos, precisamos sair do papel daquele que tudo sabe para aquela que lembra de como foi sentir-se com os mesmos conflitos e anseios.
O adolescente (vamos combinar que não vamos chamar de aborrescentes, as palavras têm poder…) está tentando encontrar seu lugar no mundo, despedindo-se do corpo infantil para se encaixar em um corpo com novas formas, pelos e cheiros.
Se para nós pais não é algo fácil, pra eles, menos ainda…
Por aqui estamos no começo da subida desta montanha russa chamada adolescência. Há um longo percurso pela frente: curvas perigosas, alguns balanços e muito frio na barriga!
Acredito que essa possa ser uma segunda dica: este adolescente que hoje está mais reservado, com mais portas fechadas e respostas afiadas, carrega o bebê e a criança que um dia foi. Eu sei que isso é óbvio, mas peço para que você leia essa frase com os olhos do coração.
É o amor de hoje, o respeito de hoje, a rotina de hoje, o limite de hoje, a segurança de hoje que refletirá na convivência do amanhã. Na infância plantamos o terreno da adolescência e juventude de nossos filhos. Não há um passe para chegar na adolescência deles. Este passe começa hoje…
Então para as mamães que ainda estão sentindo cheirinho de “mamãe e bebê”, sugiro fortemente que fortaleça cada vez mais os laços entre vocês. Isso impactará o amanhã de vocês.
Um dia essa fase da adolescência será mais um capítulo da minha história de mãe. Será mais uma fase que passou. E saudosamente lembrarei das incansáveis vezes que escutei “me deixa mãe”!!!
E você, em qual capítulo da sua história materna está?
Nos vemos semana que vem para mais um bate-papo de mãe para mãe. Espero você!
Um abraço com cheirinho de “mamãe e bebê” (que saudade deste cheirinho).
Débora Preto
Mãe, educadora e umas coisinhas a mais …
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