Já reparou que nós, de maneira geral, odiamos sermos julgados, mas fazemos isso o tempo inteiro, quase que como ato involuntário? Hoje, não era nem meio dia e eu já estava fazendo isso. Estou de férias- te amo, julho-então fui resolver alguns assuntos no centro do meu país Franco da Rocha e fiquei impressionada com o tanto de gente no shopping. Esse povo não trabalha, não?
Antes de mais nada eu queria dizer que este não é um texto de autoajuda ou uma resenha crítica da vida em sociedade e que no meio do caminho tinha o término de um semestre- conturbado.
Se tem um fato, um não, vários sobre esses 6 meses que se passaram é que está tudo tão conturbado que a todo momento nos questionamos coisas como: A Alexa já pode tocar a última trombeta? Estamos passando pelo fim do semestre ou fim do mundo? Realmente a sensação que dá é que chegou o fim da aventura humana na terra- como diária a pequena Eva- e a gente tá como? Preenchendo planilha de Excel- no meu caso relatórios pedagógicos. e nem é meme. quer dizer, é, mas não é.
Pirilim pirilim pirilim alguém pensou por mim! Tá todo mundo cansado ou sou só eu? Confessa que até você esperava mais do fim do mundo, vai? Enquanto isso eu luto para desacelerar nesses primeiros 7 dias porque nos outros 7, quando eu estiver quase me acostumando com o meu pequeno descanso, ele acabará.
Há 10 anos eu estaria numa baita crise existencial, mas como não tenho mais tempo recorro a um porto seguro que direto menciono para vocês. O passado. Como diria Lya Luft "A infância é um chão que a gente pisa a vida inteira", pois volta e meia eu me pego em fuga desses dias loucos. Falando nisso, até nostalgia agora virou comércio, é aesthetic. Mas isso é pauta para outro dia.
Sobre o título, gostaria de falar que a primeira vez que assisti "Réquiem para um sonho", não sabia o significado da palavra réquiem, o filme não era um clássico cult e não entendi muito além do que a minha visão limitada da época. Na vida adulta reassisti umas 3 vezes, sim, eu tenho esse defeito. Uma película dos anos 2000, com qualidades de som e imagem duvidosas, mas com atores e direção fabulosos; a mensagem ainda é tão atual ou até mais do que quando foi lançada. Uma mistura de desespero e melancolia, que mostra o lado sombrio dos sonhos e alguns outros dilemas como os mais variados vícios.
Não sei se gosto dessa ideia, de sermos perecíveis ao tempo. Tento me acostumar. Ouvi em algum lugar que ninguém tem o privilégio de ser ele mesmo o tempo todo. Repetindo agora, em voz alta, provavelmente, foi em alguma série ou filme- eu tenho um lance com frases de efeito, com pés, com gente estranha no trem e com lance de toque. É no mínimo curioso como um toque pode nos levar a outras décadas, séculos, outros momentos. Minha próxima tatuagem carregará a frase: "O cafuné é a verdade das pontas dos dedos".
Sinto que a cada dia que passa, a cada novo texto, sou mais aleatória. Só não sei dizer o quão bom ou ruim isso pode ser. Não se preocupem, em breve vocês verão o lançamento da minha personalidade meticulosamente arquitetada para o segundo semestre. Talvez um pouco mais ríspida e finalmente aceitando o papel de vilã na interpretação da realidade de alguém.
O talvez? Ele sempre me acompanha- Tenho certezas provisórias.
Lua Souza.
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